terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Aventura até o Chuí pela costa Brasileira. O que aconteceu:

Saída às 5Am no Posto Planalto, em Gramado

Dia 6/jan de 2011: 5 horas da manhã saímos do Posto Planalto, em Gramado. Escuro ainda, motos pesadas, tínhamos que nos acostumar com o "navegar" que os pneus de uso off-road nos proporcionava no asfalto, nada impossível. Passamos Taquara, Cachoeirinha, Viamão e então pegamos a RS-040 em direção ao Pinhal. Chegando no Pinhal, alguns quilômetros antes paramos pela primeira vez pra tirar foto no túnel Verde, Bem legal, as placas sinalizavam 3km de baixa visibilidade por causa das árvores que formam o túnel, Depois da foto partimos, logo chegamos à Balneário Pinhal, aonde paramos no posto Petrobras Charão, aonde completamos o tanque das magrelas, o odômetro parcial marcava 199km feitos, e eram 7 e 30 da manhã.

Túnel Verde, Chegando No Pinhal

Tanque Cheio, tomamos um café no posto e andamos uns 500m até chegar na costa, não dava pra enchergar mais de 100m, por causa da neblina, tiramos fotos e colocamos a câmera para filmar.
Definitivamente os primeiros quilômetros de areia foram os piores da viagem inteira, o tempo ruim e o mar revolto e avançado não deixavam as motos sossegadas, queriam escapar tanto de dianteira quanto de traseira o tempo inteiro, tinha momentos que queria atolar, e momentos que na areia fofa queria simplismente tirar o piloto de cima. Andávamos em pé a maior parte do tempo, não conseguiamos parar pra pensar ou olhar a paisagem, perder o foco alí nos proporcionaria um tombo, tombo esse que não traria muitas concequências, já que nos primeiros 35km demoramos mais de uma hora pra fazer(dá pra calcular a velocidade média, né?).
O Objetivo do dia era ir pela costa até São José do Norte, mas alí, andando abaixo de 45km/h com menos de 50km feitos pensamos em desistir em cada momento.
Parávamos e pedíamos informações para os pescadores, que não nos encorajavam, falando coisas do tipo: "A costa tá muito ruim, faz tempo que não vejo tão ruim, entrem daqui 4km nas primeiras casas e vão até a BR".

Balneário Pinhal

Bom, não escutamos os pescadores, seguímos até começar a melhorar um pouco, longe de ficar bom é claro, mas depois de uns 70km feitos havía trechos que conseguíamos por 60km/h
e isso já servia de inspiração pra ir pelo menos até Mostardas. Passamos por dois faróis nesse trecho, um deles era o Farol da solidão, aonde podíamos ter pego uma estrada que nos levaria à BR-101, mas não pegamos e continuamos. Não dá pra falar da paisagem, o tempo ruim não deixava. Além de que a costa Brasileira, naquele pedaço é suja e porca, várias garrafas, sacos plásticos, caixas e bixos mortos o tempo inteiro nos atrapalhavam mais ainda. Com 120km no odômetro chegamos ao Balneário de Mostardas nos cumpprimentamos um ao outro, com um sorriso no rosto, já que mesmo com todas as interpéries do tempo conseguimos fazer a primeira parte da viagem. Alí mesmo pedimos aos moradores se havía passagem na barra da lagoa, falaram que "nem pensar".
Quando pensamos: "por hoje chega de areia" nos deparamos com a estrada que leva do balneário de Mostardas até o centro da cidade. Era um terror, no meio das dunas, a estrada enganava, areia fofa e a "cava" que os carros deixavam faziam com que a roda dianteira fosse pro mesmo lugar. Quando finalmente acabou esses 10 quilômetros que mais pareciam 100, abastecemos as motos em Mostardas e passamos uma água pra tirar a areia.
Não almoçamos no primeiro dia, seguimos depois de mostardas pela BR-101 até São José do Norte, foram 150km aonde poucas vezes baixamos de 110km/h aliás, depois de andar tanto tempo à 50, merecíamos ver as coisas passarem mais rápido. Nesse trecho o Germano achou o único buraco que tinha em todos os 150km, resultando num "amassão" na roda traseira. Paramos pra conferir o estrago e aproveitamos pra tirar fotos e e almoçar(barra de cereal com água).BR-101, parada para conferir o estrago de um buraco

Balsa que nos levou de S J do Norte a Rio Grande

Chegamos em São josé do Norte antes das 15h da tarde, sob um sol de rachar o côco, alí esperamos a balsa por mais de uma hora e então cruzamos o Guaíba por meia hora chegando a Rio Grande. Aonde nos dirigimos ao Hotel Car, pra tomar um banho e colocar um calção. Pra aproveitar o resto do dia fomos até os moles da barra, trajeto de 15 km aonde nos arrependemos, fomos sem equipamento, e na região do super porto o tráfego de caminhões pesados é muito intenso, não dando um caráter muito seguro além de que não tem nada de bonito, é uma praia que nem mesmo ondas tinha. A noite comemos uma Pizza na pizzaria Água na Boca e nos dirigimos a pé até o Hotel, aonde ao fazer os cálculos de consumo das motos nos apavoramos ao ver que fizeram 14km/l.
No dia 7, às 6 horas da manhã já estávamos nos alongando pra partir, antes das 8 já estávamos na Praia do Cassino abastecidos e alimentados. Entramos na areia do Cassino às 8 horas, e nos primeiros quilômetros conseguiamos andar acima de 80, chegando até a 100km/h. Tiramos fotos no famoso navio encalhado e sem mais partimos ao sul, sabendo que alí seriam mais de 200km de areia. Dia bonito, sem vento e a areia perfeita, conseguiamos andar a um rítimo muito bom, mesmo depois do navio aonde a prefeitura não arruma a costa, andavamos sempre acima de 60km/h. O odômetro parecia alegre, girava e girava, rs.
Parávamos pra tirar algumas fotos e nos esticar, e quando no odômetro tinha 110km feitos de areia, na frente de um farol resolvemos colocar os 7 litros de gasolina que havíamos levado em galões. Coube exatamente os 7 litros. Com isso, teriamos autonomia de sobra pra completar o Cassino.Primeiros km do Cassino, conseguimos olocar 100km/h
Um pouco depois disso, andando a 80km/h tivemos o primeiro contato com o famoso e traiçoeiro conchero, pegamos uns 20 metros, muito fofo, cheio de ondulações. Um baita susto, um tombo alí, naquela velocidade não seria muito confortável. Depois do susto, vimos que o conchero não é assim o fim do mundo, estávamos treinados por ter andado em condições terríveis no primeiro dia. Eu alternava entre andar um pouco no conchero e um pouco na costa, que estava querendo ficar com a minha moto, já o Germano andou a maior parte no Conchero. foram uns 30km de conchero, estávamos felizes, já que o que mais nos dava medo nos planejamentos da viagem foi uma parte muito divertida, andar alí a mais de 60km/h é muito divertido, a moto balança, mas mantendo certa aceleração e não deixando a roda dianteira cair nas ondulações fica tudo mais acessível e até divertido.


Parillada do jesus, no Uruguay

Acabou o Brasil

Acabamos a maior praia do mundo perto do meio dia, passando por sta vitória do palmar e finalmente Chuí, aonde tiramos fotografia nos moles, último pedacinho ao sul do Brasil.
No Chuí, fomos no hotel pra tomar um banho e informar os parentes que tudo havía ocorrido 100%, a tarde ainda colocamos o pneu pra volta, fizemos compras nos freeshopp do chuí e chegando a noite comemos uma Parillada no jesus com direito a uma loira gelada, a Patrícia. Capotamos no hotel, estávamos podres e queimados, mas felizes.
Dia 8, o dia da volta acordamos no mesmo horário para alongamento e para tomar o café do Bertelli Chuí hotel. Depois disso decemos até a costa para "fugir" da alfandega e então começar o trecho de asfalto até Gramado.
Sem muito o que contar, todas as estradas que pegamos estavam em perfeitas condições e fizemos o dia render, depois dos 50km entre Chuí e Ermenegildo começamos a volta por asfalto: Primeira parada com 202km no odômetro em Quinta, segunda parada depois de passar Pelotas em Camaquã, 164km sem parar. Depois paramos só em Taquara depois de pegar uma bela chuva, 204km sem parar e sem nem descer da moto demos um presente pras magrelas, enchemos o tanque com gasolina Podium para fazer os últimos 40km até Gramado.
No total, fizemos 1470km, 400km de areia,nossas motos fizeram médias de 14 à 22km/l, enfrentamos dificuldades extremas mas valeu cada gota da suor. Hoje as motos já estão limpas e sem areia.


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